De acordo com as pesquisas, o apoio à pena de morte caiu entre os americanos, mas continua forte entre os eleitores republicanos.

Destes, 77% são a favor dessa punição para assassinos.

Wesley Purkey em foto do sistema penitenciário dos EUA Divulgação/ Via AFP A Suprema Corte dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira (16), a execução de condenado à morte por um crime federal, depois de negar vários recursos de seus advogados, alegando que ele tem problemas mentais. Suprema Corte dos EUA autoriza primeiras execuções federais em 17 anos Esta decisão significa que Wesley Purkey, de 68 anos, será o segundo preso federal a ser executado nesta semana, após a morte de Daniel Lee na terça-feira. O governo de Donald Trump, um defensor da pena de morte nos Estados Unidos, retomou suas execuções federais após 17 anos de interrupção.

Outras duas execuções estão agendadas para sexta-feira (17) e para 28 de agosto. Wesley Purkey foi considerado culpado em 2003 por estuprar e assassinar uma garota de 16 anos, antes de desmembrá-la e queimar seu corpo.

Em seguida, jogou as cinzas da adolescente em uma fossa séptica. Sua execução foi adiada várias vezes, por meio dos recursos de seus advogados.

A defesa afirmam que a pessoa condenada sofre do Mal de Alzheimer e de esquizofrenia e que executá-la é "desumano". "A petição para rejeitar a execução da sentença de morte foi rejeitada", concluiu a Suprema Corte. Quatro dos nove juízes discordaram da decisão. EUA vão retomar a execução de condenados à pena de morte por tribunais federais Nos Estados Unidos, a maioria dos crimes é julgada em nível estadual, mas a Justiça federal pode lidar com os crimes mais graves - como ataques terroristas, ou crimes racistas -, ou aqueles cometidos em bases militares. De acordo com as pesquisas, o apoio à pena de morte caiu entre os americanos, mas continua forte entre os eleitores republicanos.

Destes, 77% são a favor dessa punição para assassinos.